Artigo Semanal Paulo Celso Biasioli

MOMENTO PREOCUPANTE

Em qualquer atividade existem momentos de altos e baixos, independente das suas origens e objetivos. Uma verdade é clara: no atual momento da citricultura, tudo, mas tudo mesmo parece jogar contra. Estamos em baixa, senão vejamos:
• Os estoques globais de suco, previstos para o final de junho próximo (inicio da nova safra), indicam uma recuperação considerável.
• O mercado americano, muito em função da história do carbendazim, tem apresentado mês após mês, quedas no consumo dos diversos tipos de suco de laranja.
• Os mercados emergentes tais como China, Índia e Rússia, não deslancham. Na China, o povão prefere o tradicional chá por ser, inclusive, mais barato que suco.
• A crise européia continua afetando o bolso dos consumidores e com isso, empacando o suco na prateleira.
• Os custos de produção se foram e não voltaram.
 

SILÊNCIO TOTAL
E, para aumentar o mau tempo e reforçar as nuvens negras, há um silêncio inquietante na área; ninguém imagina o que pode acontecer com os preços que serão ofertados aos citricultores, para caixa de citros para a safra 12/13. Nem boatos fortes estão pelo ar, isto aumenta demais a ansiedade de todos e principalmente dificulta um planejamento financeiro e de tratos culturais e fitossanitários. Realmente uma pena e um sofrimento.


PESO DO CUSTO BRASIL
Caminhamos para ser a quinta economia global, mas até quando poderemos sustentar tal posição com tantas fragilidades no sistema produtivo, elevadas taxas de juros, alta carga tributária, infraestrutura precária e cara?
Esta questão foi formulada por José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Plástico (Abiplast), e diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia da FIESP.
A carga tributária de 2.011 atingiu 33,99% do PIB, mais que os 32,72% de 2010. Nos países com os quais competimos este índice não passa de 25,5%.


MÃO DE OBRA
Já os encargos sobre a folha de pagamentos no Brasil, representam 32,4% dos custos com mão de obra industrial. Uma das maiores cargas do mundo. Mais grave é a diferença em relação aos emergentes: México (27%); Argentina e Coréia do Sul (17%). E o serviço público e previdenciário no estado que está!
 

PARA SABER
Assunto requentado mais uma vez, mas, este tal custo Brasil, fez os custos de produção na citricultura saltarem quase 2 vezes nos 10 últimos anos. Salvem-se quem puder!


 

Engenheiro de Alimentos PAULO CELSO BIASIOLI
CROP-consultoria
pcbiasioli@yahoo.com.br
pcbiasioli@cropconsultoria.com.br
ALICITROS (Associação de Citricultores da Região de Limeira)
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