Chuvas recentes refrescam pouco condição dos pomares

No primeiro bimestre, choveu de acordo com o esperado por citricultores paulistas, mas, desde março, a falta de boas chuvas vem preocupando esses agentes, de acordo com pesquisadores do Cepea. O tempo relativamente seco nesse momento limita o crescimento da fruta, que não atinge o calibre ideal para a comercialização in natura nem para processamento industrial. De acordo com produtores consultados pelo Cepea, as primeiras frutas colhidas (variedades precoces) já apresentam sinais da insuficiência de chuva. Há receio de que as que serão colhidas nos próximos meses também fiquem menores que o esperado, caso as chuvas continuem insatisfatórias. Isso impactaria o volume total da produção paulista – seria necessária uma maior quantidade de frutos para compor uma caixa. Na Flórida, a falta de chuvas também preocupa. De acordo com relatório de clima do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado em 23 de abril, a seca na área citrícola do estado norte-americano tem variado de moderado na costa leste a extrema na maior parte da costa oeste. Com relação ao mercado paulista de laranja de mesa na semana passada, agentes consultados pelo Cepea comentam que muitas das frutas ofertadas ainda não atingiram maturação ideal. Isso, de modo geral, tem prejudicado as vendas, pressionando as cotações.

 

Fonte: Cepeawww.cepea.esalq.usp.br


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