Antônio Fortes Filho é homenageado pelo GCONCI com o Hall da Fama da Citricultura Brasileira - versão 2016

 

  Hall da Fama da Citricultura Brasileira -  Versão 2016

  Antônio Fortes Filho é homenageado pelo GCONCI com o Hall da Fama da Citricultura Brasileira - versão 2016

   Há mais de 70 anos, a família Fortes se dedica à produção e comercialização de laranjas

 

A história de Antônio Fortes Filho é marcada por uma dedicação integral à produção de laranjas e, hoje, à frente da empresa Lima Fortes, possui 250 mil pés de laranjas plantados e produz 1 milhão de caixas de laranjas por ano. Além da produção própria, também compra uma média de 700 a 800 mil caixas de laranjas de terceiros para assegurar o fornecimento para redes de supermercados, lanchonetes, padarias, casas de suco, Ceagesp e indústria.

 

“Comecei na citricultura com os meus pais, que possuíam 6 alqueires de terra, plantando laranja e cereais. Neste período, adquirimos pedaços de terras nos arredores da cidade de Limeira (SP) e demos continuidade no plantio de laranjas. Em 1963, já tínhamos três propriedades com 25 mil pés de laranja, produzindo uma média de 50 a 60 mil caixas por ano. Também neste ano, eu e os meus irmãos constituímos uma sociedade e plantamos 10 mil pés de tomate, e com o resultado das vendas dessa produção, e muito incentivados pelos amigos Dr. Odilon Barcos (in memoriam) e Dr. Luiz Dondelli, chefe da Casa da Agricultura na época (in memoriam), no sítio da família abrimos um barracão para beneficiamento de laranjas. Já em 1969 estávamos estabelecidos em um novo barracão no centro de Limeira, denominado Irmãos Fortes. Em 2002, constituí a empresa Lima Fortes, inicialmente com duas fazendas - Cercadinho (em Casa Branca) e Ponte Alta (em Conchal) - e logo em seguida adquiri a fazenda Santo Antonio (em São João Da Boa Vista) e dois boxes no Ceagesp, em São Paulo.”

 

Por sua trajetória na citricultura, Antônio Fortes Filho, aos 78 anos, é agraciado com o Prêmio GCONCI 2016 Hall da Fama da Citricultura Brasileira durante a Semana da Citricultura, que acontece em Cordeirópolis em junho. Para Antônio, essa homenagem é o reconhecimento de seu trabalho de mais de sete décadas. “Primeiramente, agradeço aos amigos citricultores, que de uma forma ou de outra reconhecem todo o meu trabalho e dedicação nesses longos anos. Também sou muito grato pela oportunidade de poder contar um pouco de minha história na citricultura brasileira. Vale aqui também registrar o meu agradecimento ao pessoal do GCONCI e também aos meus amigos do Centro de Citricultura Sylvio Moreira (citros de mesa) e não posso deixar de agradecer especialmente a Deus, pela graça que Ele me concedeu de ter conhecido e de poder ter trabalhado com todas essas pessoas especiais, familiares e profissionais que ele colocou em minha vida, e que hoje posso viver esta grande homenagem.”

 

Mas a história de Antônio Fortes Filho foi marcada por muitos desafios, como ele conta: “Foram muitos... início da empresa em prédio alugado, dificuldades para obter linhas de crédito, doenças e pragas dos citros e de fácil contaminação e difícil controle, como Pinta Preta, Ácaro da Leprose, Alternária e Colletotrichum.” Vale lembrar que todas essas dificuldades foram superadas com muito trabalho, dedicação, ajuda de técnicos e agrônomos. “Gostaria também de registrar nosso foco e meta no aumento da capacidade de produção por alqueire, isso por meio de investimentos e com novas tecnologias, como por exemplo o porta-enxerto, mudas de excelente qualidade, preparo de solo, não abrindo mão de produtos altamente eficazes e com boa irrigação”, destaca Antônio.

 

E por sua experiência, ele vê com cautela o futuro da citricultura brasileira. “Vejo o futuro com muita preocupação e tristeza, pois órgãos tão importantes para a citricultura, como o Fundecitrus e o Centro de Citricultura, não têm investimentos do Governo para complementar as pesquisas de grande valia para o nosso segmento. Também vejo potencializadas as doenças Cancro Cítrico e HLB, já que os órgãos públicos não correspondem às necessidades dos citricultores no sentido de erradicar as doenças, auxiliar na retirada dos pés de laranja e ajudar com recursos técnicos e financeiros para novos replantes. Só vejo um futuro melhor para a tão importante citricultura brasileira com o apoio do Governo, inclusive com incentivos às propagandas nos diversos meios de comunicação, informando todos os benefícios do consumo da laranja in natura ou suco natural, seu alto valor nutricional, seu poder no combate a diversas doenças, tanto para crianças como para adultos.”

 

Apesar das incertezas, o seu desejo é de que a citricultura tenha grandes avanços, que o Governo reconheça a importância desse importante segmento do agronegócio brasileiro, “e que minha família continue com o legado, com prosperidade e dedicação por tudo o que fiz e faço com muito amor pela citricultura de nosso país”.

 

É por exemplos como o de Antônio Fortes Filhos que todos os envolvidos na cadeia citrícola têm esperança na renovação do campo a cada dia, e merecidamente recebe o reconhecimento do GCONCI neste ano.

 

 

Deborah Peleias

Cambacica  Gestão em Comunicação e Design


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