Hall da Fama da Citricultura Brasileira - Prêmio GCONCI 2018 - Agostinho Mario Boggio

 

 

Agostinho Mario Boggio

Em 2018, o GCONCI, homenageia o Sr. Agostinho Mario Boggio que esteve à frente do departamento de tecnologia agrícola da Coopercitrus, levando o conhecimento tecnológico e a formação profissional da mão de obra para fortalecer o agronegócio brasileiro.

Natural do bairro da Moóca da cidade de São Paulo, Agostinho Mario Boggio encontrou no campo a sua realização pessoal. Formado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz – Esalq/USP, em 1969, o Engenheiro Agrônomo é mestre em Administração de Negócios/Gestão de Negócios pela Faculdade de Economia e Administração da USP de Ribeirão Preto, em Proteção de Plantas pela Universidade Federal de Viçosa, em Cooperativismo Agrícola e Desenvolvimento Econômico pela Faculdade de Economia e Administração – FEA/ USP, em Nutrição Mineral de Plantas pela Esalq/USP, em Manejo de Solos pela Esalq/USP, além de ter MBA em Gestão de Agronegócios pela FEA-RP/USP.

Agostinho iniciou sua carreira profissional na Ultrafertil, em 1970, trabalhou no Instituto Brasileiro de Café (IBC) e posteriormente na Cooperativa Agropecuária D’Oeste Paulista (Capdo). Com a fusão das cooperativas Capdo e Capezobe (Cooperativa Agropecuária da Zona de Bebedouro) deu-se a formação da Coopercitrus (Cooperativa dos Cafeicultores e Citricultores de São Paulo), onde exerceu suas principais atividades voltadas para o desenvolvimento da citricultura, além de outras áreas do agronegócio brasileiro, como café e cana-de-açúcar, como Gerente Geral do Departamento de Tecnologia Agrícola.

Um dos principais papéis de Agostinho dentro da Coopercitrus foi a disseminação dos avanços tecnológicos e o aperfeiçoamento da mão de obra especializada, conscientizando os cooperados sobre práticas legais e corretas na utilização de produtos agrícolas, estando à frente de muitos cursos promovidos pela Cooperativa na formação de aplicadores de agrotóxicos e na capacitação de trabalhadores rurais na aplicação de defensivos agrícolas dentro dos requisitos exigidos pela NR 31, lei que regulamenta as relações de trabalho na agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura.

Seu encontro com a citricultura aconteceu quando se mudou para a região de Bebedouro, na Coopercitrus, na época em que houve a substituição das lavouras de café pela cultura de citros, que estava em seu apogeu, iniciada pelos associados da Cooperativa. Desde então, Agostinho tem enfrentado ao lado dos cooperados os avanços de doenças como o Cancro Cítrico e o HLB. Em especial para o HLB, ele foi um dos importantes porta-vozes na conscientização da necessidade da participação de toda a cadeia citrícola para seu efetivo controle, divulgando, por meio dos canais de comunicação da Coopercitrus, as informações sobre as características da doença, mostrando quais as formas de controle tanto por meio do informativo, de reuniões, palestras, quadro técnico e, frequentemente, trabalhando em conjunto com parceiros como o Fundecitrus.

Além da sua atuação na Coopercitrus, Agostinho é Diretor Técnico Científico da Fundação de Pesquisas Agroindustriais de Bebedouro, Membro Representante da Sociedade Civil no Comitê da Bacia do Baixo Pardo Grande, como suplente, Membro do Conselho Executivo da Cooperativa de Trabalho Mútuo do Estado de São Paulo (Cotram), e atua como voluntário na Fundação Abílio Alves Marques de Combate ao Câncer, como vice-presidente.

E por sua vida dedicada ao agronegócio, principalmente para o fortalecimento da cultura dos citros, às premiações que Agostinho recebeu ao longo da sua carreira profissional, soma-se agora o prêmio Hall da Fama da Citricultura Brasileira, que o GCONCI tem a honra de entregar durante a 40ª Semana da Citricultura 2018.


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